II DOMINGO DO TEMPO COMUM

ANO C – (JO. 2, 1-12)

a) O PRIMEIRO MILAGRE DE JESUS.

Jesus acabara de ser batizado por João Batista e já havia escolhido seus discípulos. Estes não entendiam o porquê do chamado. Para confirmá-los na fé, Jesus realiza seu primeiro milagre. No plano de Deus, tudo tem um objetivo. A falta de vinho naquela hora vem confirmar isto. Eram três dias de festa.

Jesus não levou seus discípulos ao deserto para lhes explicar a sua missão, mas a uma festa de comes e bebes para dizer que eles devem estar inseridos no mundo. E, na alegria, apesar de tantas lutas. Vinho é sinal de alegria. Vinho alegra o coração. Seis jarras de água com oitenta litros cada uma. Abundância.

Com este milagre, Jesus prepara seu povo para uma festa, uma nova aliança, aliança que se traduz em um Deus no meio de uma festa, partilhando com o povo suas alegrias e preocupações. O gesto de Jesus mostra que Deus se compadece das pequenas situações humanas. O vinho bom foi o “final feliz” de um banquete nupcial e se torna símbolo de Cristo. Ele é o vinho por excelência, o último a ser servido, revelando o seu mistério e encerrando a Antiga aliança.

Paulo, na segunda leitura, ensina que um dos grandes milagres é a multiplicação dos carismas que Deus derrama em sua comunidade. Convidemos Jesus e Maria para visitar nosso lar.

b) MARIA NA VIDA DA FAMÍLIA.

“Eles não têm mais vinho”, É O INÍCIO DO DIÁLOGO DE Jesus com sua Mãe. Embora ele tenha dito que sua hora não havia chegado, ela crê e diz aos serventes: “façam tudo o que Ele disser”, palavras que até hoje ressoam em nossas vidas. São as ultimas palavras de Maria na Bíblia, e, que, observadas, nos levam ao destino eterno.
Primeiro milagre de Jesus, a pedido de sua Mãe, em favor dos noivos. A intervenção de Maria adianta a hora de Jesus.

Entre todos os convidados, somente Maria observa a situação incômoda dos noivos. Mostrandosensibilidade à necessidade do próximo, Maria, entre o povo cristão, tornou-se o símbolo da mediação entre nós e seu Filho. Esta mediação é interpretada através dos inúmeros títulos que a Mãe de Deus recebe. Só no Brasil, 120 títulos diferentes.

O culto de veneração que tributamos à Mãe do Senhor, não é uma adoração ou idolatria, como querem os evangélicos, mas sim, o fruto maduro de uma devoção bem orientada.
Maria se identifica conosco “escutando a palavra de Deus e meditando-a em seu coração”. (SC. 103).

EXEMPLOS

1) PEQUENOS GESTOS.


Um domingo à tarde, um grupo de meninas fez um passeio em volta ao lago. Era uma tarde muito quente, e, encontrada uma sorveteria, foram comprar alguns sorvetes. Uma delas, andando elo caminho, tropeçou numa pedra. O sorvete caiu de suas mãos e desfez-se no chão. Algumas companheiras deram uma grande risada, lambendo seus sorvetes. Outras a olharam com indiferença. A jovem, sem seu sorvete, olhava as demais um tanto embaraçada. Não podia comprar outro porque só tinha o dinheiro da passagem. Uma de suas companheiras foi ao sorveteiro, comprou um e lho deu, dizendo: “em outra vez, você me paga um”.

O sorvete, como o vinho, não é uma coisa indispensável para viver, mas a sua falta pode provocar humilhação num grupo onde deve reinar alegria.

2) MARIA, MENSAGEIRA DE FÉ E ALEGRIA.

Lourdes, festa da Assunção, 1949. A Basílica está lotada. Uma senhora italiana, na sacristia, dá sua oferta para a celebração da Santa Missa, pedindo a graça para encontrar sua filha, perdida na guerra há mais de dez anos.

Ao retirar-se, ouve fazer um pedido semelhante ao seus: uma filha pedia para reencontrar sua mãe perdida há mais de dez anos. De repente, as duas mulheres se olham e reconhecem. São a mãe e a filha. Comovente abraço. Haviam encontrado o caminho certo para o reencontro, bem mais fácil do que as procuras burocráticas. Eles estavam na “casa da Mãe”.

3) PEDIR SEMPRE.

Em uma pequena cidade morava uma viúva com seu filho. Era muito devota de Nossa Senhora. Durante a guerra, a cidade foi atacada e muitos jovens foram levados prisioneiros, inclusive seu filho. A mulher foi para a igreja, rezou, chorou, acendeu velas pedindo a Maria a volta de seu filho. Terminada a novena, ele ainda não voltara.
Chorando, orou de novo a Maria, dizendo: “Nossa Senhora, por mais dura que seja a tristeza, sempre por vós é consolada. Mas, para mim, parece que não me dá atenção.

Tanto tempo que estou rezando. Para que a Senhora sinta o que significa a falta de um filho, tirarei o Menino Jesus de seu colo. Só vou devolvê-lo quando também me devolver o meu filho”.
Levantou-se, olhou ao redor para ver se não havia ninguém e pegou para si a imagem do Menino Jesus. Correu para casa, colocou o Menino em um baú, envolto num pano de linho. Sentia-se até um pouco aliviada por ter Jesus no lugar de seu filho.

Na noite seguinte, a Virgem foi até à prisão, soltou as correntes do jovem e disse: “Moço, corra para sua casa e diga para sua Mãe devolver o meu filho”.

O jovem correu para casa e contou para sua mãe o que a Virgem lhe havia dito. Na mesma hora, chorando de gratidão, contou ao filho o que fizera e foi correndo para a igreja colocar o Menino Jesus no colo de sua Mãe.

Aceitamos com resignação e coragem os sofrimentos que a vida nos impõe, ou apenas ficamos reclamando e nos queixando sem fazer nada?
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