Batismo

 

 Lembramos que a inscrição será valida somente para o mês selecionado, caso você não compareça no mês escolhido, uma nova inscrição deverá ser feita

Maiores informações na secretaria paroquial, ou pelo telefone: 3324-1684

Data disponivel para os Batizados para o ano de 2017

(somente 05 crianças por data)

12/02  e  26/02
12/03  e  26/03
09/04  e  23/04
14/05  e  28/05
11/06  e  25/06
09/07  e  23/07
13/08  e  27/08
10/09  e  24/09
08/10  e  22/10
12/11  e  26/11
10/12  e  24/12

Data disponivel para os Cursos de Batismo (Pais e Padrinho) para o ano de 2017

18/fevereiro
18/março
29/abril
20/maio
17/junho
15/julho
19/agosto
16/setembro
21/outubro
18/novembro
16/dezembro

OBSERVAÇÕES:

01 - A INSCRIÇÃO PARA O CURSO DE PREPARAÇÃO PARA O BATISMO É INDIVIDUAL, ISTO QUER DIZER: PARA CADA PARTICIPANTE DEVERÁ SER PREENCHIDO E ENVIADO UM UNICO FORMULÁRIO;

02 - PARA VALIDAR SUA INSCRIÇÃO A MESMA DEVERÁ SER ENVIADA ATÉ SEXTA-FEIRA AS 16:00 HORAS, APÓS ESTE HORÁRIO NÃO ACEITAREMOS MAIS INSCRIÇÕES PARA O MÊS SELECIONADO;

03 - O CURSO É PRESENCIAL (NAS INSTALAÇÕES DA PARÓQUIA CORAÇÃO DE MARIA)

04 - HORÁRIO DO CURSO DE BATISMO: 14h00 às 18h00.

 

SACRAMENTO DO BATISMO

“O Batismo, porta dos sacramentos, em realidade ou ao menos em desejo necessário para a salvação, pelo qual os homens se libertam dos pecados, são de novo gerados como filhos de Deus e se incorporam à Igreja, configurados com Cristo por caráter indelével” (CDC, Cânon 849).

"Batismo” vem da língua grega, “baptitzein”, que quer dizer “mergulhar”. No início do cristianismo batizavam‐se mais adultos, e o rito batismal mandava que o batizando fosse “mergulhado” na água, como que “sepultado” com Cristo, para sair da água ressuscitado com Cristo para uma vida nova, fazendo jus ao que diz o apóstolo Paulo em Rm 6,3‐11. A água é o elemento fundamental do Batismo, juntamente com o gesto de derramar a água (ou mergulhar na água), acompanhado das palavras sacramentais: “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. O Batismo é a porta de entrada para a vida cristã, para a caminhada na fé. Ele faz a pessoa cristã para poder depois receber os outros sacramentos durante a vida; é o sacramento fundamental: nenhum outro pode ser recebido se a pessoa não tiver antes sido batizada. “Quem não recebeu o batismo não pode ser admitido validamente aos outros sacramentos” (CDC, Cân. 842 par. 1).

O Batismo de João Batista:

A prática do batismo, como rito de iniciação, era comum em algumas culturas antigas. Era conhecida na Grécia, no Egito, na Babilônia e na Índia. Era sempre uma purificação moral.  O profeta  João  Batista  trouxe um  novo  sentido  para  o  batismo:  conversão, preparação para acolher Cristo na mente, no coração e na vida. Entretanto, o Batismo deixado por Jesus e ministrado pela Igreja não é o mesmo batismo de João Batista, o qual era uma cerimônia simbólica, “Um batismo de conversão para o perdão dos pecados” (Lc 3,3; At 19,4), ou seja, aceitar receber o batismo era uma expressão de arrependimento: as pessoas que iam ouvir João e se convertiam, demonstravam seu arrependimento e propósito de mudança de vida através da cerimônia de mergulho (“batismo”) no rio Jordão, marcando o desejo de viver uma nova etapa de espera e de acolhida do Messias que estava chegando. O próprio João batista disse: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu... Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo” (Lc 3,16).

O Batismo de Jesus na Bíblia:

Jesus mesmo promulgou o Batismo quando disse: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai‐os em nome de Pai, do Filho e dos Espírito Santo” (Mt 28,19). Esse Batismo instituído por Jesus, que configura os homens com Cristo por caráter indelével (que não se apaga), “só se administra validamente pela ablução com água verdadeira, juntamente com a devida forma verbal” (CDC, Cânon 849). Formal verbal: “Eu te batizo, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (nota de rodapé do Cânon 849, referindo‐se a Mt 28,19).

Sacramento Trinitário e de atuação do Espírito Santo:

Sacramento do encontro do Pai com o Filho, o Batismo é o Sacramento da atuação do Espírito Santo: o Novo Testamento fala de um Batismo no Espírito (1Cor 12,13; Tt 3,5) e define o nascer do alto como um nascer da água e do Espírito (Jo 3,3‐5). É através do Espírito Santo que se realiza o perdão dos pecados e da adoção filial, que liga a pessoa batizada ao Pai: “E porque sois filhos, enviou Deus aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abbá, Pai!” (Gl 4,6); “Quem não tem o Espírito não pertence a ele” (Rm 8,9); “Pois todos fomos batizados num só Espírito para sermos um só corpo, quer sejamos judeus ou gregos, quer escravos ou livres. E todos bebemos de um só Espírito” (1Cor 12,13).

A Água que dá a Vida:

Faz nascer para Deus e para a eternidade. É simbolicamente importante na Bíblia e para toda a criação. Sem água não existe vida. A água mata a sede e mata a fome, portanto, é fonte de vida. “O Espírito de Deus pairava sobre as águas” (Gn 1,2). A água é também sinal do Espírito Santo que dá a vida eterna: Jo 7,37‐39. Pela água do Batismo o homem recebe a vida divina, renasce “da  água e do Espírito” (Jo 3,5). “A Igreja gera para uma vida nova e imortal os filhos concebidos do Espírito Santo e nascidos de Deus” (LG 64). Quem é batizado participa de modo especial da vida de Deus (2Pd 1,4). É o Espírito Santo que faz do cristão filho e Deus (Rm 8,14‐17; Gl 4,6); “O que é mais importante no Batismo é o Espírito Santo, por quem a água opera” (São João Crisóstomo, PG 60,21).

A Água que Lava:

Lava o corpo, renova a disposição, lava a louça, a roupa, a casa. A chuva tira o pó das estradas e das plantas. Também a Bíblia fala da água que lava e que limpa: 2Rs 5; Zc 13,1‐2; Ex 36,25. O Salmo 50,2 pede a limpeza interior: “Lava‐me mais e mais da minha culpa e purifica‐me do meu pecado”. “O banho com á água unido à palavra da vida, que é o Batismo (Ef 5,26) lava o homem de toda a culpa, tanto original, com o pessoal” (Rito do Batismo de Crianças). “Morrer no pecado” (Rm 6,2) é a primeira condição de quem se batiza, “porque o Senhor nos renovou no batismo e fez de nós homens novos” (Santo Agostinho). “Fomos lavados pelo poder regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele ricamente derramou sobre nós” (Tt 3,5‐6).

O Pecado Original:

O pecado original faz reportar ao pecado de Adão e Eva que, no Paraíso, desobedeceram a Deus, e à ação pecaminosa dos homens que se verificam nos primeiros relatos da criação (Gn 1,1–11,9). Entretanto, não se trata de conceber o mal como uma causa, acionada num passado longínquo, que estaria agindo sobre o presente através do relacionamento que existe entre causa e efeito. O pecado original não só aconteceu, mas acontece sempre, desde o começo (as origens). Em todas as pessoas existe um Adão que come a fruta proibida; em todos dorme um Caim que quer matar o irmão; em todos pode levantar‐se um Lamec e tramar violência e vingança sem limites; todos podemos provocar um dilúvio de desintegração através de ações mesquinhas, egoístas, individualistas e prepotentes; todos construímos a torre de Babel e provocamos a confusão quando negamos Deus, queremos dominar, agimos como deuses, dividimos e causamos separação. Assim, o pecado original é uma chaga viva que acompanha os homens através da sua caminhada pela vida, quando deixa fluir em si a tendência misteriosa e muito ativa para o mal, revelando‐a, assumindo‐a e aumentando‐a por suas livres decisões, fomentando males que podem crescer como bola de neve, causando ruptura e destruição.

O Batismo perdoa os pecados:

“O banho com a água unido à palavra da vida” (Ef 5,26), que é o Batismo, lava os seres humanos de toda a culpa, tanto original como pessoal e os torna “participantes da natureza divina” (2Pd 1,4) e da “adoção de filhos” (Rm 8,15; Gl 4,5). Assim, o Batismo é o “banho da regeneração” (Tt 3,5), um renascimento. Em Cristo ganha‐se uma nova existência marcada pela experiência de uma grande liberdade. Por isso a afirmação de que o Batismo gera uma Vida Nova e perdoa todos os pecados: 1º) “paga a dívida” do pecado original, ou seja, o batizado é fortalecido pela graça de Deus para superar sua tendência ao mal;   2º) “apaga”, perdoa os pecados daquele que é batizado quando já adulto. A pessoa arrependida e tendo recebido o Batismo não tem necessidade do sacramento da Penitência. Para o perdão dos pecados posteriores, daí sim, entra a confissão.

O Homem Novo, a Veste Branca: A água, como fonte de vida, lembra Vida Nova da Graça, que o Batismo nos traz pela ressurreição de Cristo. Nos primeiros séculos, a pia batismal era propriamente uma pequena piscina, ao lado da Igreja. Ali o Bispo recebia o catecúmeno, o qual entrava na piscina até ficar coberto pela água. Ao sair, era revestido de uma túnica branca – símbolo da Vida Nova da Graça, com a qual ficava até o domingo seguinte. O Batismo era realizado no Sábado Santo, véspera da Páscoa da  ressurreição. Por isso que ainda hoje a liturgia batismal integra a grandiosa Missa da Ressurreição, do Sábado de Aleluia, onde acontece também a renovação das promessas batismais para aqueles que já são batizados. Portanto, o batizado é o “homem novo”. “Vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo” (Gl 3,27). A veste branca usada no dia do Batismo simboliza justamente esse “revestimento” e a vida nova do cristão, expressa nas palavras do celebrante: “N. Você nasceu de novo e se revestiu de Cristo; por isso traz consigo esta veste branca, que você deve levar sem mancha até a vida eterna, conservado a dignidade de filho(a) de Deus”. Assim, pelo Batismo se torna uma outra pessoa se ganha uma nova existência

Portanto, pelo Batismo os homens e mulheres:

  • Renascem “da água e do Espírito” (Jo 3,5). “A Igreja gera para uma vida nova e imortal os filhos concebidos do Espírito Santo e nascidos de Deus” (LG 64).
  • Se convertem a Jesus tendo Ele como razão de ser.
  • Recebem a vida divina (2Pd 1,4); participam da vida e da natureza divina.
  • Restabelecem a comunhão com Deus rompida pelo pecado;
  • São de fato “filhos de Deus” (Jo 1,12‐13) e herdeiros do seu Reino; por isso podem chamar Deus de Pai (Rm 8,14‐17; Gl 3,26ss).
  • Recebem o Espírito Santo (At 1,5; 4,2; 19,1‐13) que faz do cristão filho de Deus (Rm 8,14‐17; Gl 4,6). Ensina São Cirilo de Jerusalém: “A água corre sobre o corpo exatamente, mas é o Espírito que batiza totalmente a alma, no interior”. O cristão há deter consciência desta presença do Espírito Santo.
  • Se tornam cristãos, quer dizer: de Cristo. São incorporados em Cristo e se tornam “outros Cristos” com a missão de segui‐lo, assimilar seus sentimentos, seus critérios de vida e espelhar suas atitudes no espírito do que expressão São Paulo: “Já não sou eu quem vivo; é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). “Cristão” é nome dos membros da família de Deus, dos moradores da casa de Deus (Ef 2,19; 3,15).
  • São testemunhas de Cristo. Efésios 2,19 afirma que, como batizados, somos a família de Deus. Receber o Batismo é integrar‐se plenamente no seio desta família, é tornar‐se membro dela. Não somos discípulos de Cristo isoladamente, mas sim em comunidade, como “povo santo e sacerdócio régio” (Pd 2,9).