Eucaristia

Horários das Celebrações Eucaristicas:

  • 2ª à 6ª feira: 7:00 e 19:00 horas
  • Sábado: 7:00 e 19:30 horas
  • Domingo: 7:30, 9:00, 11:00 e 19:00 horas

SACRAMENTO DA EUCARISTIA

“A celebração eucarística é a ação do próprio Cristo e da Igreja, na qual, pelo ministério do sacerdote, o Cristo Senhor, presente sob as espécies de pão e vinho, se oferece a Deus Pai e se dá como alimento espiritual aos fiéis unidos à sua oblação” (CDC, Cânon 899).

A Eucaristia conclui a Iniciação Cristã. Os que foram batizados, confirmados, participam com toda a comunidade do sacrifício do Senhor, instituído por Jesus na Última Ceia e por Ele confiado à Igreja. Cristo é recebido como alimento, penhor da glória futura. A Eucaristia é a fonte e o ponto mais alto da vida cristã. Todos os demais sacramentos se ligam à Eucaristia e para ela se ordenam. A Eucaristia contém o próprio Cristo e realiza a comunhão com Deus e a unidade do povo de Deus.

Diferença entre Eucaristia os demais Sacramentos:

No outros sacramentos (Batismo, Confirmação, Penitência, Matrimônio, Ordem, Unção dos Enfermos) a graça sacramental é um auxílio específico para agir nas diferentes circunstâncias da vida na qual se recebe o sacramento. Nessas ocasiões Jesus Cristo tem o encontro sacramental conosco através dos sinais sensíveis: a palavra, o gesto, a água que dá a vida, o óleo que unge etc. E, de modo especial, Jesus se faz presente através do ministro do sacramento, que o representa, pois ele não pode estar presente com sua forma humana. Portanto, nos outros sacramentos é Cristo  que  batiza,  confirma,  absolve,  une,  ordena,  pelo  ministério  da  Igreja.  Mas  Ele  não  está pessoalmente na água, no óleo etc..., apenas se serve desses elementos. Na Eucaristia é diferente.

A Eucaristia é Jesus:

Cristo está presente real, pessoal e corporalmente: “isto é o meu corpo”.  “É” na língua  grega (=  “estin”)  não é somente um verbo qualificativo (=  é bom, é branco), mas um verbo “efetivo”,  que  dizer,  que  efetua,  “produz”:  “meu  Corpo  é  agora  produzido,  torna‐se  presente,  é realizado”. Assim, a presença de Jesus na hóstia consagrada não é um símbolo, tal como a bandeira simboliza e representa a pátria, mas é presença real, pessoal, substancial, em Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Cristo. Por isso que a Eucaristia pode ser chamada “o maior dos sacramentos”. A substância do pão não está mais ali. Foi convertida no corpo glorioso de Jesus Cristo. O mesmo se dá com o vinho. Só permanecem, do pão e do vinho, os elementos físicos químicos, isto é, o que chamamos de “aparências”, o que é sensível, visível, as “espécies”, ou seja, tamanho, cor, cheiro e sabor. Jesus torna‐se pão e vinho para continuar conosco. Mais ainda: para poder identificar‐se conosco, como o alimento se identifica, se transforma e se transubstancia‐se em nós. De certa forma, nós somos o que comemos.

Antecedentes Históricos: A Eucaristia está intimamente ligada à Páscoa: histórica, teológica e biblicamente. “Páscoa” é palavra Greco‐latina, com raiz no hebraico‐aramaico, e significa “passagem”. Para os judeus era a passagem da escravidão, no Egito, para a Terra Prometida, na Palestina. Tem, portanto, sentido de libertação: passagem da escravidão para a libertação. O fato foi todo revestido de uma liturgia especial: os hebreus, na véspera da saída do Egito, de pés e rins cingidos para a viagem,comeram o cordeiro novo, de um ano, assado, com ervas amargas, pão ázimo (sem fermento),  com vinho e água. O sangue desse cordeiro assinalava a casa onde havia hebreus preparando‐se para a Passagem, sinal de sangue esse que impedia a ação exterminadora do anjo de Deus. Após a refeição saíram do Egito e caminharam, até chegar à Palestina. Como muitos acontecimentos do AT é pré‐figura do NT, o cordeiro pascal simbolizava o verdadeiro Cordeiro que morreria para libertar o homem do pecado. Um Cordeiro que se tornaria alimento. Os judeus celebravam todo o ano essa festa da libertação. Jesus, na noite em que celebrava a Páscoa dos judeus, durante a cerimônia, instituiu o sacramento da Eucaristia. Jesus antecedeu de um dia a celebração. Seria na sexta‐feira, véspera da Páscoa judaica. O dia para os judeus começava as 18h. Na quinta‐feira, após as 18h, à noite, Jesus celebra e realiza a verdadeira Páscoa. No dia seguinte (sexta‐feira) ele seria o cordeiro a ser sacrificado. Na véspera, então, ele antecipa a Páscoa, institui o sacramento que iria, daí em diante, re‐atualizar, sacramentalmente, realmente, o sacrifício da cruz: ele se imola sob as aparências do pão e do vinho.

O Pão, o Vinho e a Água:

O “pão” é o símbolo do alimento de cada dia e está presente em todas as culturas Também o “vinho” é uma bebida quase que tão universal quanto a água. Os dois têm um significado profundo no caso da Eucaristia. O trigo, para dar o pão, tem que morrer quando plantado na terra; e depois, quando colhido, deve ser moído para dar o pão. A uva, colhida, deve ser esmagada, para dela escorrer o suco que se fermentará em vinho. Assim, Cristo teve que ser “moído” na cruz, morrer para si mesmo; teve que ser “esmagado” para dele escorrer o sangue da salvação. Também o cristão deve, como o trigo, “morrer” para dar fruto, e estar disposto a ser esmagado como Jesus na defesa da fé, da vida e na vivência do amor. Após a apresentação das oferendas, uma gota d’água é misturada com o vinho que se transformará no Sangue de Cristo, significando nossa humanidade assumida pela divindade de Cristo (vinho). Pão e vinho não podem ser consagrados um sem o outro e nem fora da Celebração Eucarística (CDC 927).

Rito essencial para o “nascimento” da Eucaristia:

O SACERDOTE, que faz as vezes de Cristo, tendo PÃO e VINHO sobre o ALTAR, suplica ao Pai: “Santificai, pois, estas oferendas, DERRAMANDO SOBRE ELAS O VOSSO ESPÍRITO, a fim de que se tornem para nós o Corpo + e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso”.  Em seguida, relatando a Última Ceia, toma o pão em suas mãos e repete as palavras de Jesus: “TOMAI, TODO, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS”; toma também o vinho em suas mãos e continua: “TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM”. (Missal Romano, Oração Eucarística II).

“Mistério da Fé”:

A Eucaristia é um mistério, assim como o é a Santíssima Trindade e a encarnação, morte e ressurreição de Cristo. Mistério porque não pode ser explicado cientificamente. Exame químico nenhum comprovará que após a consagração eucarística pão e vinho são carne e sangue humanos, de Jesus, pois as aparências químicas continuam as mesmas: tamanho, cor, cheiro... Quando Jesus aparece aos apóstolos caminhando sobre as águas (Mt 14,22‐33), mostrou‐lhes que tinha o poder de dar ao próprio corpo propriedades, qualidades que o corpo em si não tem. O que nos dá a certeza da presença de Jesus Cristo na Eucaristia é tão só e unicamente a Fé. E a fé é um conhecimento que adquirimos não pela constatação experimental da coisa, mas pela informação, pela revelação que alguém me faz da coisa ou do acontecimento. É uma questão de credibilidade e de confiança que temos na pessoa que nos revela tal coisa. Na Eucaristia, assim como em todos os mistérios da nossa religião, nós os aceitamos não porque os entendemos e os comprovamos por qualquer ciência, mas porque confiamos em quem nos revelou  esses mistérios. Ainda mais quando esse alguém é o próprio Deus, que não se engana nem tem interesse em enganar‐nos, e já nos deu provas irrefutáveis de que nos ama e quer o nosso bem. Portanto, o ato de fé não se dirige diretamente àquilo que é revelado, mas à Pessoa que nos revela. Importante é que alguém revelou e nós cremos e abandonamo‐nos, com toda a credibilidade e confiança, a esse alguém.

Três  dimensões  do  Amor  Eucarístico:

O  Deus  do  amor,  por  nosso  amor  se  fez  gente,  se  fez crucificado, se fez pão:

  • Memória: o Sacrifício da Missa recorda, reatualiza o ato mais heróico de amor que alguém pode fazer por outro: morrer e dar a vida.
  • Refeição: a Eucaristia alimenta a nossa Vida Nova, a vida da Graça, e faz a comunhão nossa com Cristo, nos assemelhando cada vez mais a Ele, aos seus pensamentos, sentimentos e atitudes, para que nos tornemos “outros Cristos” e também vivamos em comunhão com os irmãos.
  • Presença do “amigo Jesus no Sacrário”: É o Santíssimo Sacramento a espera da nossa visita para um  “bate‐papo”  ou  silenciosa  adoração.  Entretanto,  convém  nunca  esquecer  que  Jesus  não instituiu a Eucaristia para ficar na frieza do sacrário, mas para ser alimento, nutrição, refeição para a comunhão com Ele e com os irmãos.

Ministro da Santíssima Eucaristia:

“Somente o sacerdote validamente ordenado é o ministro que, fazendo  as  vezes  de  Cristo,  é  capaz  de  realizar  o  sacramento  da  Eucaristia”  (CDC  900).  O  gesto sacramental da celebração da Eucaristia sempre foi o escolhido por Jesus: partir o pão da fraternidade e condividir o cálice do vinho da opção comum, dentro do contexto de louvores a Deus. Também em prosseguimento à tradição, quem presidia a Eucaristia era sempre aquele que, dentro da comunidade, representa o Cristo enquanto cabeça do Corpo da Igreja, o bispo ou o presbítero que o substituía, em obediência à vontade de Jesus, que confia aos apóstolos a celebração do memorial e que se apresentara, ele próprio, na última ceia no papel de chefe de família, típico da tradição pascal hebraica. Sob a presidência do sacerdote, toda a assembléia participa ativamente da celebração eucarística, exercendo dentro dela o seu sacerdócio batismal.

Informações Complementares:

  • Celebrações do Padre: o padre deve celebrar a Eucaristia somente uma vez por dia. Com autorização especial do Bispo pode celebrar até 2 Missas em dias de semana e 3 aos domingos e festas religiosas. (CDC, Cânon 905). No Brasil, com a escassez de padres e diante da necessidade de servir a atender os mais diversos grupos e comunidades, não raro muitos se vêem obrigados a extrapolar esse limite estabelecido pela Igreja.
  • Comungar mais de uma vez no mesmo dia:  quem participa de 2 Missas no mesmo dia, pode comungar pela segunda vez, desde que na própria celebração. (CDC, Cânon 917).
  • Comunhão fora da Celebração: Só deve comungar fora da Celebração Eucarística quando alguém pede por justa causa: enfermidade ou qualquer outro motivo de força maior que impeça a pessoa de estar na Igreja no horário da Missa. (CDC, Cânon 918).
  • Jejum Eucarístico: Quem vai receber a Santíssima Eucaristia deve abster‐se de comer ou beber ao menos uma hora antes da comunhão. (CDC, Cânon 919).