Reconciliação

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SACRAMENTO DA PENITÊNCIA E DA RECONCILIAÇÃO

"No Sacramento da Penitência, os fiéis que confessaram seus pecados ao ministro legítimo, arrependidos e com o propósito de se emendarem, alcançam de Deus, mediante a absolvição dada pelo ministro, o perdão dos pecados cometidos após o Batismo, e ao mesmo tempo se reconciliam com a Igreja, à qual ofenderam pelo pecado” (CDC, Cânon 959).

A vida nova de Cristo recebida no Batismo é levada pela pessoa humana como que em vaso de barro. O Batismo não tira a fragilidade humana e a fraqueza da natureza, nem a inclinação para o mal, o erro e pecado. “Todos nós tropeçamos em muitas coisas” (Tg 3,2) e necessitamos da ajuda mútua e do perdão salutar que vem de Deus. Pode também ser chamado de:

  • Sacramento da Conversão: pois realiza sacramentalmente o convite de Jesus à conversão, à volta a Deus de quem a pessoa se afastou pelo pecado.
  • Sacramento da Penitência: porque consagra o esforço pessoal e eclesial que se faz para se converter e estar arrependido.
  • Sacramento  da  Confissão:  Porque  tem  a  declaração  dos  pecados  diante  do  sacerdote  como elemento essencial desse sacramento.
  • Sacramento do Perdão: Porque pela absolvição sacramental Deus concede o perdão e a paz.
  • Sacramento da Reconciliação: porque dá ao pecado o amor misericordioso com Deus que reconcilia (2Cor 5,20; Mt 5,24).

“A raiz do pecado está no coração do homem, em sua livre vontade, segundo o ensinamento do Senhor: “Com efeito, é do coração que procedem más inclinações, assassínios, adultérios, prostituições, roubos, falsos testemunhos e difamações. São estas coisas que tornam o homem impuro” (Mt 15,19‐20). No coração reside também a caridade, princípio das obras boas e puras, que o pecado fere”. (CIC, 1853).

O que e como Confessar?

“O fiel tem a obrigação de confessar, quanto à espécie e ao número, todos os pecados graves de que tiver consciência após diligente exame, cometidos depois do Batismo...” (CDC, Cânon  988,  parágrafo  1).  Os  pecados  devem  ser  confessados  de  forma  pontual  e  objetiva.  Não  é necessário contar os detalhes das ações. Também não se deve ser genérico demais, por exemplo, “peço perdão porque pequei contra 5º mandamento”. Neste caso o padre pode pedir ao penitente que seja mais específico. Não precisa contar os pecados alheios, mas somente as próprias falhas, nem os pontos positivos e qualidades pessoais. Só se conta os pecados ainda não confessados, e os já confessados mas novamente cometidos.O padre não deve fazer perguntas especulativas à vida do penitente, a não ser que o mesmo não tenha sido objetivamente claro ou tenha sido demasiadamente genérico ao relatar os pecados. O padre não deve fazer perguntas nem mesmo quando ele sabe de algum pecado do penitente por outra via.

O penitente precisa ter vergonha?

Não! O padre, por ser também pecador, não é juiz do mesmo, mas canal da misericórdia e do perdão de Deus a quem está arrependido e quer mudar de vida. O padre, quando concede o perdão, está revestido do próprio Cristo, que não quer a condenação mas a vida e a salvação dos seus semelhantes. Se por um lado o pecado causa vergonha e humilhação, por outro lado, é muito grandioso e nobre o desejo que o penitente tem de mudar de vida ao reconhecer e com humildade contar as próprias faltas. Muita gente fica preocupada achando que o padre quando encontrá‐la novamente ficará lembrando dos seus pecados. Preocupação inúlti. A razão do padre na confissão não é memorizar pecados, mas ser ao penitente canal da misericórdia e do perdão de Deus.

Quem pode ministrar o Sacramento da Penitência?

“É somente o sacerdote” (CDC, Cânon 965), sinal e instrumento do amor misericordioso de Deus para com o pecador; é o bom Pastor. O sacerdote, ao ouvir as confissões, “desempenha simultaneamente o papel de juiz e de médico”, “ministro da justiça divina” e “da sua misericórdia, para procurar a honra divina e a salvação das almas” (CDC, Cânon 979).  Entretanto, por “causa grave”, o Bispo local pode revogar a determinado presbítero a faculdade de ouvir as confissões (CDC, Cânones 969 e 974). Também quem deixou de exercer o ministério sacerdotal não pode absolver validamente (CDC, Cânon 975). Porém, “Qualquer sacerdote, mesmo que não tenha a faculdade de ouvir confissões, absolve válida e licitamente de qualquer censura e de qualquer pecado qualquer penitente em perigo de morte, mesmo que esteja presente um sacerdote aprovado” (CDC, Cânon 976).

Porque se Confessar com Padre que também é Pecador?

Como foi visto anteriormente, foi Jesus que confiou aos apóstolos a faculdade de perdoar ou não os pecados. Hoje a Igreja exerce essa sua missão através do Sacramento da Penitência.   O fato do padre ser também pessoa humana não é uma desvantagem, mas vantagem! Imagine se a confissão fosse com anjos? Iriam eles compreender as fraquezas humanas?   “Ele (o sacerdote) é capaz de sentir justa compaixão por aqueles que ignoram e erram, porque também ele próprio está cercado de fraqueza” (Hb 5,2). Porque o padre é humano e também pecador, é capaz de compreender o penitente e pode aconselhá‐lo e ajudá‐lo a superar as  próprias fraquezas e a perseverar nos caminhos de Deus. Deus fez a realidade humana assim, continuamente precisamos de gente como a gente: procuramos o médico, o dentista, o psicólogo, o advogado, o professor... Muita gente procura o padre para batizar, fazer a primeira comunhão, crismar, casar, receber a unção dos enfermos, para aconselhar, para momentos fúnebres, dar bênçãos... mas quando se trata do Sacramento da Penitência, acham que podem se virar sozinhos.

Pode‐se comungar tendo‐se cometido um pecado?

Disse São Paulo: “Todo aquele que comer do Pão ou beber do Cálice do Senhor indignamente, será culpado contra o Corpo e Sangue do Senhor.  Examine‐se cada um a si mesmo e, assim,coma o pão e beba do cálice; pois quem come e bebe sem distinguir devidamente o corpo, come e bebe a própria condenação” (I Cor. 11,27‐29). Come e bebe indignamente o Corpo e Sangue do Senhor quem, ao comungar, está de bem (conformado) o seu pecado, se acostumou com o próprio erro, acha que será sempre assim mesmo e não se empenha em mudar de vida, por conveniência ou por comodismo.

O que é Sigilo Sacramental?

“O sigilo sacramental é inviolável; por isso é absolutamente ilícito ao confessor de alguma forma trair o penitente, por palavras ou de qualquer outro modo e por qualquer que seja a causa”;   (CDC, Cânon 983). “O confessor que viola diretamente o sigilo sacramental incorre em excomunhão latae sententiae* reservada à Sé Apostólica; quem o faz só indiretamente seja punido conforme a gravidade do delito” (CDC, Cânon 1.388). “Tem a obrigação de guardar o segredo também o intérprete, se houver, e todos aqueles a quem, por qualquer motivo, tenha chegado o conhecimento de pecados através da confissão” (CDC, Cânon 983, parágrafo 1). * Excomunhão latae sententiae é aquela em que o fiel incorre no momento que comete a falta previamente condenada pela religião.